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OS NOVOS CIO COM MENTALIDADE DE CFO?

Nos últimos dois anos, a inflação criou desafios significativos, particularmente na linha de Custo dos Bens Vendidos do Demonstrativo de Resultados. Para compensar a inflação, as empresas aumentaram os preços. No entanto, com o poder de fixação de preços corporativos a diminuir em 2024, iniciou-se uma tendência de corte de custos, e as empresas estão a olhar para dentro para reforçar o resultado líquido.

 

Neste ambiente, o CIO está numa posição única para oferecer economias ao CFO para melhorar as margens. No entanto, isto requer uma mudança de mentalidade: de um 'guardião' de sistemas para um 'cultivador' de valor.

 

Imagine se um CIO visse o seu portfólio de sistemas da mesma forma que uma empresa de gestão de propriedades vê os seus ativos. Cada propriedade oferece uma gama de fluxos de caixa e valorização de ativos que a empresa deseja maximizar. Então, investe-se nestas propriedades de acordo.

 

Um CIO pode adotar a mesma perspetiva e procurar ativamente aumentar o valor de cada sistema sob sua gestão. O verdadeiro valor de uma solução de software ou sistema não é apenas o que pode fazer hoje, mas também o que pode fazer ao longo de sua vida útil. Isso reflete o conceito financeiro de valorização de ativos com base no valor presente líquido dos seus fluxos de caixa futuros.

Vamos examinar como um CIO pode praticamente aumentar o valor de um portfólio. Existem três abordagens principais que variam no nível de esforço e retorno:

·       Foco em FinOps: Otimizar despesas para economias imediatas e reduzir a taxa de crescimento das despesas.

·       Restruturar sistemas: Otimizar sistemas para consumir menos recursos e reduzir esforços de gestão.

·       Incorporar uma cultura consciente de custos dentro da TI: Tornar o custo um requisito não funcional nas fases de design, construção e operação.




 

Foco em FinOps

Nos últimos 10 anos, houve uma migração significativa para a nuvem pública e uma crescente adoção da nuvem privada. A sabedoria prevalecente favoreceu as migrações "lift and shift", pois havia benefícios imediatos a serem encontrados na nuvem em termos de velocidade e novas capacidades. No entanto, muitas organizações ficaram surpresas ao descobrir que os custos aumentaram após a migração, e houve alguma repatriação de cargas de trabalho como resultado. Se essas cargas de trabalho tivessem sido otimizadas ou modernizadas, o seu custo teria sido reduzido.

 

Infelizmente, as empresas sofrem regularmente do síndrome de "casa de ferreiro, espeto de pau".  Com o aumento de novos pedidos, eles não conseguem alocar tempo para olhar para trás. Um CIO que adota uma mentalidade de CFO, no entanto, pode ver valor não realizado nas ineficiências da abordagem inicial de lift-and-shift, e pode implantar recursos para capturar esse valor.

 

A adoção do FinOps — um processo contínuo de análise, relatório e otimização que pode gerar economias crescentes ao longo do tempo — pode ajudar a realçar o valor de um sistema. Por exemplo, é comum descobrir que workload migrado não foi etiquetado adequadamente para permitir uma verdadeira análise de custos. A etiquetagem é o primeiro passo no FinOps para mostrar com precisão ou cobrar corretamente o custo dos sistemas para o negócio. Isso possibilita uma discussão informada sobre abordagens para minimizar custos e melhorar o valor. As empresas geralmente veem uma melhoria de 25-30% somente desses esforços.

 

Reestruturar sistemas

Mudar a estrutura de um sistema é geralmente mais fácil do que alterar a sua função. Reestruturar sistemas exige mais esforço inicial, mas pode resultar em dividendos significativos à medida que as melhorias se acumulam. Ao evoluir de simplesmente manter o status quo para melhorar proactivamente aos seus sistemas, deixará de girar numa roda estacionária e ganha o ímpeto de um volante que impulsiona um valor crescente.

Com o FinOps agora estabelecido, realizará conquistas rápidas. No entanto, há mais otimização a ser feita na arquitetura dos sistemas. Como mencionado anteriormente, a sua migração inicial pode não ter considerado dependências entre sistemas, resultando em latências que foram encobertas pelo aumento de recursos alocados. Investigar essas áreas pode levar a alterações rápidas no código que possibilitam ganhos adicionais de eficiência.

A visibilidade é crucial aqui. É necessário um sistema maduro de observabilidade para analisar os padrões de consumo dos seus sistemas e identificar o uso excessivo de recursos em comparação com sistemas de dimensão e escopo similares. Considere um parceiro adequado para o ajudar a identificar e eliminar a dívida técnica que contribui para a ineficiência de certos workloads.

 

Incorporar cultura de custo

Desde o início da migração para a nuvem tem-se falado de requisitos não funcionais mas obviamente muito importantes como a velocidade, segurança, confiabilidade e a escalabilidade. O custo ficou em segundo plano.

Mas, é o momento de trazer o custo de volta ao primeiro plano. Isso não significa apenas calcular os custos de execução do projeto antecipadamente, mas sim que a sua arquitetura — e até mesmo a sua escolha de linguagem de software — tenha em conta o consumo de recursos.

 

Com a nova visibilidade e a capacidade de ajuste, a sua TI pode agora sentar-se à mesa com as partes interessadas do negócio e tomar decisões colaborativas de otimização de custos, considerando os prós e contras de qualquer ajuste nos interruptores e controlos.

 

Um exemplo: se aumentasse a latência do seu site E-Commerce em 4%, os seus clientes iam notar? Ou se reduzisse a frequência de atualizações dos dados no seu dashboard de análise de desempenho de fornecedores em 20%, afetaria a tomada de decisão dos seus clientes empresariais? Teste e descubra.

 

Pode estabilizar a curva de custos priorizando o consumo inteligente. Isso é comparável à nossa adoção pessoal de lâmpadas LED nas nossas casas e outras medidas que tomamos para reduzir o uso de energia. Uma vez que o consumo de recursos na nuvem é um bom indicador da sua sustentabilidade ambiental, os seus esforços nesta área também trazem benefícios nesse aspeto.

 

Sustentar a criação de valor

Em conclusão, é fundamental compreender que a frugalidade não consiste em ser barato; trata-se de maximizar valor. À medida que as empresas entram numa nova era de redução de custos, aquelas que se focam apenas na diminuição de custos estáticos perderão terreno para aquelas que encaram esta medida sob a perspetiva de gerar maior valor.

Um CIO que adote a mentalidade de um CFO pode transformar sistemas de centros de custos em ativos estratégicos que impulsionam o valor para os acionistas. Esta é uma mudança de mentalidade que pode inspirar crescimento e fomentar a inovação.

 

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